Campinas decreta situação de emergência pública; postos estão sem gasolina e etanol
da assessoria de imprensa


Medida busca evitar colapso de serviços essenciais à população.
Campinas (SP) decretou no início da noite desta quinta-feira (24) situação de emergência pública por causa da greve dos caminhoneiros e o desabastecimento de combustíveis, alimentos e suprimentos. Postos da cidade estão sem gasolina e etanol nas bombas, de acordo com o Recap.
Em nota, a prefeitura informa que a medida busca "resguardar serviços que são plenamente essenciais, como coleta de lixo, transporte público, ambulâncias, entre outros, e para evitar o colapso de atendimento em áreas imprescindíveis para a população."
"É uma situação emergencial e nós precisamos priorizar os serviços públicos essenciais à população até que tudo se normalize", disse o prefeito Jonas Donizette (PSB).
O que prevê o decreto?
- Todas as empresas que comercializam combustíveis devem assegurar prioridade para atendimento dos serviços públicos essenciais;
- São serviços públicos essenciais: o atendimento à saúde (transporte de pacientes, distribuição de insumos e medicamentos), educação (transporte de alunos e distribuição de gêneros alimentícios para os estabelecimentos educacionais), transporte coletivo urbano, coleta de lixo, segurança pública e Defesa Civil.
- Vigência até que o fornecimento de combustível no município seja normalizado.
O sindicato que representa o comércio varejista de derivados do petróleo na região (Recap) confirmou à EPTV, afiliada da TV Globo, que não há etanol e gasolina nos postos da cidade.
"Os postos localizados nos grandes corredores estão sem há algumas horas. Se ainda houver, será em algum estabelecimento de bairro", falou o presidente da entidade, Flávio Campos. Campinas tem 173 postos e o Recap representa 90 municípios que reúnem 1,4 mil comércios.
"A situação nas outras cidades é semelhante. Talvez os postos tenham um pouco de diesel", falou.
Reflexos
Diante da falta de diesel em muitos estabelecimentos, Campinas estendeu a redução da frota de ônibus para 50% nesta quinta-feira. De acordo com a Emdec, a medida tenta garantir o atendimento aos passageiros até sábado (26) e evitar que falte combustível aos veículos.
A Ceasa de Campinas estima prejuízo de pelo menos R$ 25 milhões com as perdas de 15 mil toneladas de alimentos não comercializados desde o início da mobilização nacional dos caminhoneiros. Além disso, houve redução na oferta de frutas, legumes e hortaliças.
Reflexos provocados pela greve também foram registrados na área de educação. As aulas foram suspensas nesta quinta-feira para 8 mil alunos de duas faculdades particulares, além de crianças matriculadas em três unidades do ensino fundamental e uma creche da metrópole.
Protestos
O dia na região também foi marcado por manifestações de motoristas que trabalham com aplicativos, motociclistas e caminhoneiros. Houve bloqueio na Anhanguera, mas sem incidentes.