Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018

7/11/2018 - Campinas - SP

Nelson Hossri pede inclusão de projeto que cria Prato Feito 24h no relatório de CEE




da assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Campinas

O vereador Nelson Hossri (Podemos) pediu a inclusão do projeto de lei que cria o programa municipal Prato Feito 24h em Campinas no relatório final da CEE (Comissão Especial de Estudos) sobre moradores de rua. A comissão foi criada no início do ano, mas o relatório de conclusão dos trabalhos sugeriu apenas a regulamentação da distribuição de alimentos na cidade.

Para o vereador Nelson Hossri, que é membro da CEE, a criação de um Prato Feito municipal garantiria a entrega de alimentos com procedência e qualidade. Além disso, para ele, seria uma oportunidade de aproximação da Secretaria de Assistência Social com as pessoas em situação de rua.

No ofício com o pedido, Nelson solicita o programa seja implantado de forma descentralizada, ou seja, com espaços no Centro e nas regiões do Campo Grande e Ouro Verde. “O próprio relatório da Comissão constatou que é preciso resolver a questão da distribuição de alimentos para moradores de rua na cidade. Ainda foi constatado que o atendimento desse público seja feito de forma descentralizada. A criação do Prato Feito 24h pode resolver todas essas questões”, defendeu.

O relatório ainda pede à Prefeitura que construa um banheiro público no Centro, principal reclamação feita pelos comerciantes da região. Para o Nelson, porém, o projeto de lei também seria atenderia essa demanda.

“A entrega de alimentos por instituições de caridade, embora seja um ato de generosidade, traz transtornos ao município. Em muitos casos, a refeição é usada como moeda para a compra de drogas porque as doações são feitas de forma irregular”, defendeu o vereador Nelson Hossri.
 
Prato feito 24h

Pela proposta de criação do programa municipal Prato Feito 24h do vereador Nelson Hossri, os moradores da cidade teriam direito a refeições de qualidade a preços acessíveis 24 horas por dia. Cada alimentação deve custar, no máximo, R$ 2.

A ideia do vereador é que o programa funcione de forma ininterrupta servindo pelo menos quatro refeições diárias, como café da manhã, almoço, café da tarde e janta. Para isso, a Prefeitura, que seria responsável pela execução e fiscalização, pode firmar parcerias com a sociedade civil, entidades cofinanciadas e/ou iniciativa privada para o fornecimento da alimentação ao público.

Uma das exigências do programa, no entanto, é que as refeições seriam destinadas, exclusivamente, para pessoas que comprovarem residência ou domicílio em Campinas. No caso de pessoas em situação de rua, o acesso ao programa Prato Feito dependeria de prévio cadastro aos serviços de Assistência Social da cidade.


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