Campinas tem 29 bairros com maior risco para dengue; confira a lista por regiões da cidade
Na última semana, vinte e nove bairros de Campinas apresentaram maior risco para dengue. A lista foi detalhada no 43º Alerta Arboviroses Campinas em 2026, divulgado nesta quinta-feira, 29 de outubro.
Na última semana, vinte e nove bairros de Campinas apresentaram maior risco para dengue. A lista foi detalhada no 43º Alerta Arboviroses Campinas em 2026, divulgado nesta quinta-feira, 29 de outubro.

O município não tem registro de óbitos neste ano. Entre 1º de janeiro e a última segunda-feira, 26 de outubro, foram contabilizados 4.188 casos confirmados.
Confira, abaixo quais foram os bairros com maior risco para a doença na última semana:
Leste: Bosque, Centro e Cambuí
Noroeste: Jardim Maracanã, Jardim Metonópolis, Parque Valença I e II, Jardim Lisa e Residencial Colina das Nascentes
Norte: Jardim Eulina e Jardim São Marcos
Sudoeste: Parque Universitário, Jardim Ouro Verde, Jardim Profilurb, Vila Aeroporto, DIC I e Jardim Cristina
Sul: Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, Jardim do Lago Continuação, Jardim Campo Belo I e Jardim São João
Suleste: Jardim Baronesa, Jardim Proença, Jardim Guarani, Jardim Paranapanema, Jardim São Fernando, Ponte Preta e Jardim Amazonas
Objetivo do alerta
O objetivo do alerta é estimular a população a verificar se há criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas, que passam a receber mais ações para eliminar criadouros. As orientações valem para toda a cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.
A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material de Alerta, como incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no levantamento.
Ações de combate
Entre o primeiro dia de 2026 e 30 de setembro, foram realizadas 1.417.941 ações educativas e visitas a imóveis para controle de criadouros. Também foram feitas 53.382 inspeções em imóveis para aplicação de inseticida por nebulização costal.
Visitas domiciliares de profissionais de saúde à população são fundamentais para qualificar a assistência. Na rede municipal de Campinas, as visitas são feitas pelos agentes comunitários de saúde, de controle ambiental e por funcionários de uma empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses, como a dengue.
Saiba identificá-los: https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/uniformes-crachas-e-telefones-saiba-identificar-agentes-da-saude-nas-visitas-domiciliares-145517.
A Prefeitura conta com um Comitê de Prevenção e Controle de Arboviroses desde 2015. Em 2023, o órgão passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses.
Participação da sociedade
As equipes envolvidas com a prevenção e o combate às arboviroses, especialmente a dengue, reforçam que a luta contra as doenças exige uma contrapartida de toda a sociedade.
A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença, mas reforça que cada cidadão precisa fazer a sua parte. Para isso, deve descartar corretamente os resíduos e evitar que se formem criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.
Para acabar com a proliferação do mosquito, é preciso evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada sete dias.
É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.