Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018

3/8/2016 - Campinas - SP

Alta do açúcar faz preço de doces disparar mais de 10% em Campinas




da assessoria de imprensa

Quem gosta de chocolates, balas, bombons ou sorvetes percebeu que o preço desses produtos ficou um pouco amargo. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o valor de doces em geral aumentou 10,85% no mês de junho deste ano em comparação com o mesmo período de 2015.

Em uma empresa de Campinas (SP), o valor dos doces comercializados tem subido constantemente desde 2015. Segundo o coordenador de varejo do estabelecimento, Victor Zanfelice, o preço dos produtos entrou em uma crescente em novembro do ano passado, e desde então, não parou de aumentar.

“A gente tinha doces que no final do ano passado conseguíamos vender em uma faixa de R$ 9 a R$ 10, e hoje não conseguimos vender por menos de R$ 12”, conta o coordenador.

O produto a que Victor se refere é o pacote de 1,5kg de paçoquinha caseira. Outro exemplo do aumento nos preços é a cocada. Em janeiro deste ano, o valor do produto era de R$ 11,90. Atualmente, dificilmente é vendida por menos de R$ 15.

O chocolate apresentou um reajuste ainda maior. Um levantamento da APAS mostra que, em comparação com junho de 2015, o valor do produto teve um acréscimo de 17,24%. Em seguida, dentre os produtos com maiores aumentos, estão as balas, com 15,19%, e a goiabada, com 13,77%.

O motivo do aumento está na principal matéria prima dos doces: o açúcar. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados de Economia da Universidade de São Paulo (USP), o valor do açúcar subiu 10,4% em junho deste ano, refletindo diretamente nospreços dos  produtos finais.

Atacado
Com tanto aumento, os comerciantes precisam buscar diversas alternativas para não perderem ainda mais clientes. Segundo Victor, sua estratégia é realizar compras em grandes quantidades para conseguir descontos nas mercadorias, e assim, evitar repassar o custo ao consumidor.

Entretanto, as margens que sobram aos estabelecimentos acabam sendo pequenas. “Temos muitos clientes aqui que pegam conosco para revender. Se não conseguirmos trabalhar os preços, fica difícil. O movimento vai caindo muito, as vendas caem”, conta Victor.

Em um supermercado da cidade os preços também seguiram a tendência de elevação. Sebastião Ulisses é revendedor e tem passado por dificuldades para garantir o lucro sem perder em suas vendas.

Segundo o comerciante, a saída é pesquisar o máximo possível. “Buscar aqui, buscar em outro lugar. Tentar buscar outro preço, mas nem sempre a gente consegue um preço razoável”, diz o comerciante.



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